Professores em busca da excelência. O que se aprende na igreja?


A história do povo de Deus mostra que, em seus melhores momentos, a igreja foi um lugar de ensino. Quando Israel se aproximou de Canaã, a lei foi repetida e Moisés deixou clara a importância de ela ser ensinada às futuras gerações. O processo educativo seria fundamental para a preservação da identidade, da fé e da cultura em Israel.

Quando a maioria das famílias parou de ensinar a Lei aos seus filhos, líderes, tementes a Deus, pensaram em uma alternativa para continuar o ensino da Lei para as novas gerações, o que resultou nas sinagogas que eram o centro de estudo da Lei, Jesus a frequentou regularmente e ensinou lá. Paulo, o apóstolo, igualmente tirou vantagem das oportunidades que as sinagogas ofereciam, porém, a igreja cristã promoveu o ensino da Palavra em suas próprias reuniões, sendo a aptidão para ensinar uma das exigências para os candidatos ao presbiterato.

Nos primeiros anos da igreja cristã, surgiu a catequese integrada ao ensino nos lares e à adoração comunitária. O sexto Concílio de Constantinopla (c.680) decretou que escolas deveriam ser estabelecidas para ensinar o cristianismo em pequenas localidades. A Reforma ocasionou a maior das revoluções no ensino, provavelmente por causa da sua insistência no ensino como um componente crítico do trabalho do pastor.

Martinho Lutero enfatizou a centralidade da instrução doméstica. João Calvino insistia que os pastores eram mestres da fé e exigia que aprender a ensinar fizesse parte do treinamento deles. Essa história exibe de modo claro o lugar do ensino na igreja, tal como a entendemos.

Por Cláudio Marra
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