O voto como ferramenta de mudança


A tempestade da nossa crise política não passou e nem vai passar com a concretização do impeachment. Percebemos na sociedade uma sensação generalizada de que “nada funciona”, “nada vai dar certo” ou que, e principalmente, “todo político é corrupto”. É como se o futuro da cidade ou do país estivesse apenas nas mãos dos políticos. E sabemos, na verdade, que o poder emana do povo, como reza a constituição, e não o contrário.

A sensação de desamparo está presente. E aqui não vai nem uma crítica específica para o governo federal, estadual ou municipal. O descrédito está em todas as esferas do poder. Falta esperança na alma do eleitorado brasileiro. E não poderia ser diferente, já que assistimos a todo momento os direitos do cidadão sendo cada vez mais desprezados.

O aumento da violência, a redução das oportunidades de emprego e a exclusão estão sufocando o cidadão, a dona de casa, o estudante, o contribuinte, o empresário. Todos fazem parte de uma engrenagem que precisa rodar para dar certo, mas quando parte da estrutura é quebrada, todos são prejudicados, direta ou indiretamente.

voto-conectado-corteÉ preciso compreender que o clima de letargia não gera transformação. O poder de mudança está única e exclusivamente nas mãos de quem vota, mas vota com coerência e consciência. E nas mãos de quem acompanha seu candidato e cobra o cumprimento das propostas de campanha.

É hora de pensar na engrenagem como todo. A inclusão e o respeito aos direitos conquistados são, com certeza, uma das ferramentas que mais geram mudanças reais. Não há como sonhar com um país melhor sem uma cidade melhor, sem um bairro melhor. É hora de acordar e tomar posse de um poder que, na verdade, nunca foi tirado das nossas mãos: o poder do voto livre e consciente.

Irlan Melo