O Pai Desconhecido*


É verdade que Deus é Rei dos reis, Senhor dos senhores, Todo-poderoso, Altíssimo, três vezes Santo, sobremodo tremendo e Deus zeloso que visita a iniquidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que o aborrecem. Mas Ele é Pai também e deve ser tratado como tal.

Por que não consideramos Deus Pai? Por que não nos relacionamos com Ele como filhos? Por que não o buscamos como nosso Pai? Talvez seja por falta de informação ou por informação equivocada. Nesse caso, é necessário romper com a informação incompleta e abraçar novos conceitos, embora tão antigos quanto os primeiros conceitos. A reviravolta pode ser difícil, mas é a única saída.

Pai_Filho_MaoJesus fez um esforço constante para nos passar a ideia da paternidade de Deus. Muitas vezes, Ele se dirigia aos discípulos referindo-se sempre a Deus como “o vosso Pai” ou “o teu Pai”. O grande desafio de Paulo no areópago era apresentar o Deus Desconhecido aos atenienses e nas cartas é apresentar o Pai Desconhecido aos crentes.

A questão é de vital importância, tanto na doutrina como na prática. Nosso relacionamento com Deus não é uma relação com uma força impessoal, não é com um Deus distante, não é com um Deus inclemente – é com um Deus que nos permite chamá-lo de Pai.

Se Deus é nosso Pai, então podemos chorar na presença dele, podemos confessar pecados e pedir perdão, podemos abrir nossa alma e derramar perante Ele nossos sustos e medos, podemos pedir-lhe conselho e orientação, podemos segurar a sua mão e nos colocar a caminho.

*Elben M. Lenz César
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