Evangelização e Sexualidade


No início do nosso ministério focamos a evangelização de travestis e homossexuais em zona de prostituição. Nossa abordagem era a amizade. Essa não é uma maneira fácil de comunicar as boas novas, pois não se trata de um encontro pontual com alguém. A intenção era manter um diálogo contínuo. Visitá-los em suas casas. Demonstrar interesse genuíno e insistente por suas jornadas existenciais. Acreditávamos que esta era a forma mais eficaz de influenciar alguém e aproximá-la de Deus. A amizade é a forma de amor alicerçado naquilo que temos em comum. Tendo isto em mente, nunca devemos pregar o evangelho com um ar de superioridade. Somos todos filhos do mesmo pai, a saber, Adão. Apesar do antagonismo de conceitos, estamos no mesmo nível. Somos a única humanidade existente. Nada há nada mais humano do que a dignidade. É uma qualidade universal. Está no bojo daquilo que nos foi dado em Gênesis 1.26: “a imagem e semelhança de Deus”. Os indivíduos, por mais perdidos que estejam, possuem o reflexo da pessoa de Deus. Além do que já está posto, vale salientar que o amor de Deus não deve ser pregado como uma conquista baseada no desempenho pessoal. O Senhor não começa a amar o homem a partir do momento em que este passa a crer, pelo contrário, “Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores. “ (Rm. 5.8). E, mais: “Nós amamos porque Ele nos amou primeiro” (1 Jo. 4.19). O amor de Deus é um amor inabalável e derramado a todos. Amor que fez Pedro reconhecer “que Deus não faz acepção de pessoas” (At 10. 34). Por isso, ao dialogarmos, devemos nos concentrar na pregação do amor de Deus, na pessoa de Cristo e na chamada ao arrependimento que é dirigida a todo homem.

David Riker (http://ministerioser.com.br)
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