A Reforma Protestante ainda nos ajuda hoje?


Quem já observou um pedreiro assentar tijolos certamente o viu usar um prumo. Ainda que antiquíssima, esta ferramenta não fica devendo a equipamentos sofisticados e revela com precisão o que está fora de prumo!

reforma-protestanteUm prumo na mão de um pedreiro descreve com precisão como Deus agiu e continua agindo com o seu povo! No século 16, Deus encostou seu prumo, as Sagradas Escrituras, na igreja. Seus instrumentos foram um monge alemão que lecionava numa universidade provinciana (Lutero), um padre suíço duma cidade de médio porte (Zwinglio), um jovem acadêmico francês (Calvino).

Estes homens anunciaram o que perceberam em púlpitos e cátedras, assembleias e tribunais, bem como em panfletos e livros. Ao redescobrirem o evangelho os reformadores reconheceram que o poder do Criador age pela Escritura para aprumar nossa vida! Por isto não se cansaram de estudá-la e interpretá-la.

Vivemos num mundo diferente do de Lutero, Zwinglio e Calvino, mas a maior diferença para o tempo da Reforma é que, então, se vivia numa cultura cristã homogênea, enquanto que hoje vivemos num ambiente pluralista e pós-cristão. Quando recorriam às Escrituras Sagradas, os reformadores não precisavam convencer seus contemporâneos da sua autoridade. Nós, no entanto, não podemos mais pressupor que as pessoas à nossa volta a reconheçam. Vivemos em meio a um ferrenho concurso de verdades e convicções.

Quando Deus encosta seu prumo em nós, fica evidente o que não está aprumado. É assustador perceber quanta resistência há em nós, mas é revigorante poder admitir a ajuda de Jesus Cristo. O mesmo poder do Espírito de Deus que atuou nos profetas e na Reforma Protestante, nos ajudará a crer nele e a obedecer hoje.

Martin Weingaertner
Texto extraído/adaptado de www.ultimato.com.br