A igreja educadora e a Grande Comissão – Mt.28.19-20


O “ensinar”, no grego, tem a mesma raiz que a nossa palavra didática, que é a arte de ensinar. No versículo citado, ele está no particípio, ou seja, é uma ação contínua, realizada ao longo do contexto maior do discipulado.

estudo-biblicoNa língua portuguesa, ensinar significa “assinalar”, “marcar”, “dentro” de alguém ou “imprimir”, ou seja, incutir saber, através da transmissão de sinais que ele possa decifrar.

E aprender, por sua vez, vem de apreender, que é agarrar algo com as próprias mãos. Para ensinar não basta descarregar teorias e doutrinas sobre os indivíduos passivos. É preciso interagir com eles e estabelecer uma relação de mediação do saber, em que o aluno ou educando seja tratado como um sujeito, e não um objeto passivo.

Assim, ensinar alguém não envolve apenas passar-lhe conhecimentos, mas toda uma visão educacional da pessoa como ser humano dotado de subjetividade, identidade e vontade própria.

Nesse sentido, a palavra “educação” é mais abrangente do que ensino e tem mais a ver com cultura e formação e com a doutrina. Ela vem do latim educere, que significa literalmente “colocar para fora o ser” da pessoa.

A educação preocupa-se, portanto, com o todo da formação do ser humano, que envolve uma doutrina, um ensinamento, mas não no sentido de doutrinação, pois inclui um aspecto ativo. E foi essa a tarefa que Cristo mesmo nos deixou na sua Grande Comissão. Ele mesmo, que foi o Mestre dos mestres, o Educador dos educadores nos deu o exemplo de como fazer isso, através do seu estilo relacional, amoroso e holístico de educar, jamais caindo na doutrinação, os seus discípulos e todos aqueles que o rodeavam.

*Gabriele Greggersen

Texto extraído/adaptado de www.ultimato.com.br